Manifestantes protestaram contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na tarde deste domingo (12), na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. Convocado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo Movimento Vem Pra Rua, o ato defende o impeachment de Bolsonaro e também cobra por mais vacinas contra a Covid-19.

Durante o ato, muitas pessoas usaram camisetas brancas para pedir “paz”, e se apresentaram como uma “terceira via”, defendendo “nem Bolsonaro, nem Lula“. A maioria usava máscaras contra a disseminação do coronavírus. Nas faixas e cartazes era possível ler “impeachment já”, “respeito à democracia”, “Brasil, orgulho de novo, Fora Bolsonaro”. Alguns manifestantes também seguravam a bandeira brasileira. No carro de som do Vem Pra Rua, os manifestantes gritavam que “a nossa bandeira nunca será vermelha”

Depois de deixar em aberto sua participação na manifestação da Avenida Paulista e chegar a anunciar uma agenda pública no Comando de Policiamento da Capital, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi no ato contra o persidente Jair Bolsonaro na capital nesta tarde. Além de Orlando Silva, Ciro Gomes, Tabata Amaral, os presidenciáveis Luiz Henrique Mandetta (DEM), João Amoêdo (Novo) já estão no carro do MBL. Os presidenciáveis Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Simone Tebet (MDB-MS) também compareceram, além do senador José Anibal (PSDB-SP), a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) e outros parlamentares.

Amoêdo disse ser “fundamental” que mais grupos participem das manifestações pelo impeachment. Ele foi muito aplaudido pelos militantes do MBL que participam da manifestação. “Esse é o início do processo. Bolsonaro já fez uma série de manifestações”. Ao falar para o público, ele defendeu o partidarismo da pauta e a democracia. “O Brasil não pode ser o país da rachadinha”, afirmou o fundador do Novo.

Os organizadores tentaram uma frente ampla com partidos de esquerda, mas o PT e o PSOL decidiram não participar do protesto, bem como a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Apesar da divisão dos grupos de oposição em torno dos protestos deste domingo contra o presidente Jair Bolsonaro, o secretário de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo, Rodrigo Maia, mantém o otimismo em torno do movimento pelo impeachment de Bolsonaro. Para ele, estes são os primeiros passos dessa mobilização, e é normal que ajustes ainda sejam feitos. Mas o deputado federal licenciado, um dos principais defensores de uma candidatura da chamada terceira via, avalia que mais setores de esquerda, incluindo o PT, acabarão se juntando às manifestações nos próximos eventos.

Pré-candidata à presidência pelo MDB, a senadora Simone Tebet também esteve no carro de som do MBL. “Temos aqui o centro e a direita se fazendo presente em praça pública. Teremos a manifestação da esquerda no próximo mês. Não tenho dúvida que em novembro estaremos todos no mesmo palanque, sem nomes e sem extremismos”, 

Mandetta disse acreditar que o País terá as ruas dominadas por atos políticos até as eleições do ano que vem, e afirmou que “a maioria da população não quer nenhum dos dois extremos que está aí” em referência a Lula e Bolsonaro. Ele disse que a presenca da esquerda nós protestos não é essenicial para a saída do presidente.”Ele sairá nas urnas”, afirmou. Ele, assim como Orlando Silva, fez relação entre a manifestação e o movimento Diretas-Já. “No primeiro protesto que teve no Rio, tinha 100 pessoas”, afirmou.

Além de Ciro, discursaram o deputado Kim Kataguiri (DEM), o vereador Fernando Holiday (Novo) e a vereadora Janaina Lima, vereadora pelo Novo, entre outros.

O presidenciável Ciro Gomes discursou durante ato na Avenida Paulista. “Nós somos diferentes, temos caminhadas diferentes, temos olhar sobre o futuro do Brasil diferentes”, disse. “Mas o que nos reúne é o que deve unir toda sociedade civicamente sadia, é a ameaça da morte da democracia e do poder da nação brasileira.”

“Assumo qualquer risco e qualquer contradição para defender o povo brasileiro”, afirmou. A presença de nomes e siglas de esquerda nos atos de hoje chegou a ser criticada por setores pelo fato de as manifestações terem sido convocadas e organizadas por movimentos da direita e apresentarem por vezes ditados de “nem Lula, nem Bolsonaro”.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também participou do ato, chegou a ser vaiado e houve um princípio de confusão entre seus seguranças e manifestantes. Ao chegar na manifestação na Avenida Paulista, o governador João Doria (PSDB) defendeu a formação de uma grande frente democrática contra o presidente Jair Bolsonaro que inclua também o PT. “Temos que estar juntos e formar uma grande frente democrática”, disse o tucano.

Questionado se subiria no mesmo palanque que os petistas, o Doria respondeu: “Não tenho dúvida disso. É uma evolução. Não é algo feito com ansiedade. Esse é o primeiro movimento a partir da liberação da quarentena (em São Paulo)”.

Mais cedo, por volta das 16h, houve uma mudança de militância na lateral do vão livre do Masp. Saíram os militantes do PDT e chegaram os do PSDB.

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