Médicos da operadora de saúde Prevent Senior negaram as acusações feitas pelo diretor-executivo da empresa, Pedro Benedito Batista Júnior, de que teriam manipulado estudo sobre o chamado “kit covid”.

Segundo o diretor-executivo da empresa de saúde, os 2 teriam alterado uma planilha com dados de pacientes tratados com medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19.

Em entrevista ao Fantástico, que foi ao ar no domingo (3.out.2021), os médicos George e Andressa Joppert, que trabalhavam na Prevent Senior, argumentaram que foram chamados só para revisar os dados, depois “que o estudo já estava escrito”. Segundo George, esse é o motivo pelo qual o nome do casal não está no estudo.

os médicos revelaram detalhes da pressão que sofreram para receitar remédios ineficazes contra a Covid e afirmaram que a empresa visava principalmente o lucro, e não a saúde dos seus pacientes.

A Prevent Senior está sendo investigada pela CPI da Covid, pelo Ministério Público e pela ANS.

Os médicos fazem parte do grupo de 12 profissionais que escreveram um dossiê e apresentaram denúncias à CPI da Covid na última terça-feira (28).

“Eles estavam de olho em quem prescrevia ou não”, diz Walter. Quem não passasse as prescrições, “ficaria sem os plantões uma semana, duas. Então esse castigo seria isso. Ele não teria o dinheiro dele planejado no fim do mês”, diz Andressa.

A Dra Andressa conta que um diretor chegou a obrigar que ela receitasse hidroxicloroquina a uma paciente com problemas cardíacos. “É uma contradição para o uso de hidroxicloroquina, até no próprio protocolo da Prevent é uma contraindicação. Então, mesmo com aquela contraindicação, eu teria que prescrever e eu não prescrevi, e eu fui chamada atenção.”

Os médicos dizem que decidiram se expor para denunciar práticas ilegais por parte da Prevent Senior. Mas desde que seus nomes foram divulgados pela própria operadora, eles relatam uma rotina de medo, apreensão e insegurança. O médico Walter Correa chegou a registrar boletim de ocorrência depois que recebeu uma ligação do diretor-executivo da empresa Pedro Batista Júnior.

CPI DA COVID Médicos da operadora de saúde entregaram um dossiê à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid que mostra irregularidades no tratamento contra a covid-19. De acordo com os documentos, cerca de 700 pacientes foram usados como cobaias em estudo que usava remédios como hidroxicloroquina e ivermectina, sem eficácia comprovada na prevenção e cura da doença. Mortes de pacientes que tomaram o “kit covid” teriam sido ocultadas. A operadora nega.

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