Ministério Público denuncia Flávio Bolsonaro e Queiroz por ‘rachadinha’

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Depois de mais de dois anos de investigação, o Ministério Público do Rio (MP-RJ) vai denunciar o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Fabrício Queiroz, subtenente da reserva da Polícia Militar e assessor do senador no período em que foi deputado estadual no Rio. Flávio é apontado como líder da organização criminosa, e Queiroz, como o operador do esquema de corrupção que funcionava no antigo gabinete na Assembleia Legislativa. Ambos serão acusados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com os promotores, o senador usou, pelo menos, R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo do esquema das rachadinhas. Os valores somam os três métodos pelo qual o filho do presidente Jair Bolsonaro “lavou” o dinheiro em espécie.

A Investigação aponta compra de imóveis, loja de chocolates e pagamento de despesas pessoais em dinheiro vivo como formas de ocultar origem dos recursos

Em julho, o ex-assessor Fabrício Queiroz foi preso em Atibaia (SP), em um imóvel do ex-advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef.

Sobre a organização criminosa

Os promotores apontaram, seis grupos da organização criminosa. Em relatórios do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) do MP-RJ, são citados 23 ex-assessores. Eles são divididos em três grupos.

Um núcleo é apontado como ligado ao Fabrício Queiroz, este é composto por 13 ex-funcionários, formado por familiares do próprio Queiroz, além de vizinhos e amigos indicados por ele para o gabinete.

Em outro grupo, aparecem Danielle Nóbrega e Raimunda Veras Magalhães, ex-mulher e mãe de Adriano Nóbrega, ex-capitão do Bope e líder de uma milícia, morto em fevereiro.

O Ministério Público descreve o outro grupo com dez ex-assessores residentes em Resende, a cidade onde membros da família Bolsonaro viveram, no Sul fluminense. Dentre eles, nove têm parentesco com Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher e mãe do filho mais novo do presidente Jair Bolsonaro.

Agora, os outros três grupos mencionam envolvidos na lavagem de dinheiro: o núcleo com Alexandre Santini, sócio de Flávio na loja de chocolates, outro com Glenn Dillard e sua empresa Linear Enterprises Consultoria Imobiliária e um último com o policial militar Diego Ambrósio e sua empresa de vigilância, Santa Clara Serviços.

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