Ministro da Educação diz que ‘homossexualismo’ vem de ‘famílias desajustadas’

Ministro afirmou que desigualdade do Brasil não é problema do MEC

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou, a despeito do que diz a ciência, que a homossexualidade é consequência de  “famílias desajustadas”.

“Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato e caminha por aí. São questões de valores e princípios”, disse o ministro.

O ministro, ao citar identidade de gênero, disse que o assunto não tem importância e que “não é normal” a homossexualidade.

”Tem muita gente que não é evangélico que também não aceita isso. É uma pauta da sociedade mais conservadora”

“O Enem tem sido um balizador dos conteúdos que a gente requer, porque senão começa a falar lá de ideologia, sabe tudo sobre sexo, como colocar uma camisinha, tirar uma camisinha, sabe tudo. Fica gastando tempo com assuntos que são laterais. As crianças têm de aprender outras coisas.”

A declaração do ministro da Educação do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está em uma entrevista ping-pong (pergunta e resposta) dada ao jornal o Estado de S. Paulo, desta quarta-feira (23).

“É importante falar sobre como prevenir uma gravidez, mas não incentivar discussões de gênero. Quando o menino tiver 17, 18 anos, ele vai ter condição de optar. E não é normal. A biologia diz que não é normal a questão de gênero. A opção que você tem como adulto de ser um homossexual, eu respeito, não concordo.”

O vídeo citado por Milton Ribeiro foi feito dentro de uma universidade da Bahia.

Desigualdade não é um problema do MEC

O ministro defendeu a volta imediata às aulas no Brasil ao afirmar que é responsabilidade dos Estados e Municípios.

“Hoje, se você entrar numa escola, mesmo na pública, é um número muito pequeno que não tem o seu celular. É o Estado e o município que têm de cuidar disso aí. Nós não temos recurso para atender. Esse não é um problema do MEC, é um problema do Brasil. Não tem como, vai fazer o quê? É a iniciativa de cada um, de cada escola. Não foi um problema criado por nós. A sociedade brasileira é desigual e não é agora que a gente, por meio do MEC, vai conseguir deixar todos iguais.”

Na entrevista, o ministro atacou o educador Paulo Freire. ”Eu desafio um professor ou um acadêmico que venha me explicar onde ele quer chegar com as metáforas, com os valores. Ele transplanta valores do marxismo e tenta incluir dentro do ensino e da pedagogia.”

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