“Não compraremos vacina da China”, diz Bolsonaro

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Isolado com sintomas de Covid-19, o ministro da Saúde Eduardo Pazuello vem sentindo na pele, nas últimas horas, o que Luiz Henrique Mandetta viveu na pasta quando entrou em rota de colisão com o com o Planalto por se aproximar de João Doria nas ações da pandemia.

Depois da reunião realizada ontem pelo Ministro com dezenas de governadores, Pazuello anunciou ontem um “protocolo de intenção de compra” de vacinas que poderiam ser aprovadas pela ANVISA, especificamente também sobre a vacina chinesa, a Coronavac e que iria até entrar para o “Calendário Nacional de Imunizações”.

O presidente Jair Bolsonaro decidiu cancelar o acordo firmado pelo Ministério da Saúde para a intenção de compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, a vacina contra covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

Segundo Poder360, Bolsonaro enviou mensagens a ministros com o seguinte teor:
“Alerto que não compraremos vacina da China.
Bem como meu governo não mantém diálogo com João Doria sobre covid-19“.

O presidente e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), são desafetos políticos.
Bolsonaro também manifestou publicamente sua percepção negativa sobre a vacina chinesa.

Em resposta a usuários do Facebook, o presidente reforçou que o Brasil não comprará o imunizante da China e falou até em “traição“.

O acordo previa a edição de medida provisória para disponibilizar crédito de R$ 1,9 bilhão para comprar as vacinas.

Entusiasta da CoronaVac, João Doria tem reunião nesta 4ª feira (21.out), em Brasília, com o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres.

A agência precisa autorizar o registro da vacina para que as doses possam ser disponibilizadas à população.
Nos últimos dias, Bolsonaro e Doria têm divergido também sobre a obrigatoriedade da aplicação da vacina assim que ela estiver disponível. O tucano diz que irá exigir a imunização em São Paulo. Já o presidente afirma que o governo federal não tornará a vacinação obrigatória e que cabe ao Ministério da Saúde recomendações dessa natureza.

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