Nova onda de contágios no Brasil? Imperdível discussão do Preto no Branco

Convidado especial foi o diretor da Fiocruz, Rodrigo Stabile

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O diretor da Fiocruz, Rodrigo Stabile, afirmou ontem, 04/08, no programa Preto no Branco, do Centro de Notícias, que o maior índice estadual de contágio foi no Ceará, onde o Coronavírus atingiu cerca de 10% da população testada do estado. Pará e Maranhão também entram com índices aproximados. Todavia, houve um recuo que pode ser compreendido erroneamente como uma queda que implicaria na imunidade de rebanho, mas representa, provavelmente, uma queda que pode ser o prelúdio de uma nova onda de contágios, como ocorreu em países como o Japão, Cingapura, Hong Kong e Espanha. 


O diferencial, entretanto, é a faixa populacional atingida: jovens e adultos. Trata-se, segundo Stabile, da faixa etária que não pôde abandonar as atividades econômicas e, portanto, passou a ser um grupo de exposição acentuado. 
Nos EUA, por exemplo, há a probabilidade três vezes maior de contágio entre negros e latinos, etnias de maior empregabilidade nos setores de prestação de serviços e comércio. 

Destaca-se também o fator comportamental. Segundo a OMS, entre os infectados, cerca de 4,6% tinham entre 5 e 14 anos, contra 0,8% entre 24 de fevereiro e 12 de julho, no momento em que os testes aumentaram e os especialistas em saúde pública estão preocupados com a possibilidade de que a reabertura das escolas leve a um aumento dos casos.

Anthony Fauci, principal especialista dos Estados Unidos em doenças infecciosas, pediu aos jovens no mês passado que continuem a cumprir distanciamento social, usem máscaras e evitem multidões, e alertou que pessoas assintomáticas também podem espalhar o vírus.

Especialistas de vários países pediram medidas semelhantes, ao observar que jovens infectados apresentam poucos sintomas. “Já dissemos isso antes e diremos novamente: os jovens não são invencíveis”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em entrevista coletiva em Genebra na semana passada. “Os jovens podem ser infectados, os jovens podem morrer e os jovens podem transmitir o vírus a outras pessoas.””Há a necessidade” afirma Rodrigo Stabile, “de uma retomada gradual e que não abandone as medidas profiláticas necessárias, além de uma ampla campanha de conscientização”.

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