Manifestantes contrários ao governo de Jair Bolsonaro foram dispersados nesta 2ª feira (1º.nov.2021) pela polícia italiana com jatos d’água durante um protesto em Pádua, no norte da Itália. Nas imagens compartilhadas nas redes sociais também é possível ver os policiais usando cassetes e bombas de gás lacrimogêneo contra os protestantes.

O presidente do Brasil viajou à região depois de participar de uma reunião do G20 em Roma.

A confusão aconteceu antes do presidente chegar à região. A previsão é de que ele viaje à Pádua depois de visitar o município de Anguillara Vêneta, também no norte da Itália, cidade onde seu bisavô paterno nasceu.

A imprensa internacional afirma que o local da manifestação fica a 300 metros da Basílica de Santo Antônio de Pádua -local exato por onde o presidente irá visitar. Por volta das 16h, no horário local, mais de mil pessoas participantes de um ato anti-Bolsonaro tentaram romper o bloqueio de agentes para marchar até a basílica. Uma ativista foi presa em meio à confusão.

Na sequência, os manifestantes partiram para cima dos agentes, que responderam com jatos d’água.

Em imagens captadas pela TV italiana Rai, os ativistas usaram mastros de bandeiras, enquanto os policiais enfrentavam os manifestantes com escudos, cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo.

Mattia Sascina, um dos organizadores do protesto, disse à Folha que os atos seguirão até que a manifestante seja liberada. “Foi uma truculência muito grande, não esperávamos.”Também de acordo com Sascina, um outro ativista foi levado ao hospital com ferimentos.

Ainda que Bolsonaro vá visitar a basílica em Pádua, não haverá ninguém para recebê-lo oficialmente. Nem o prefeito Sergio Giordani nem membros da igreja se dispuseram a encontrá-lo.

É o segundo dia seguido em que polícias ou seguranças ao redor de Bolsonaro na Itália usam de violência contra pessoas que não estejam ali para se manifestar a favor do presidente.

No domingo, ao fim da cúpula do G20, Bolsonaro saiu para passear nos arredores da embaixada brasileira, no centro de Roma. Seguranças ou policiais empurraram a agrediram jornalistas que tentaram se aproximar para fazer perguntas.

As agressões aconteceram depois que Bolsonaro tratou de forma hostil os jornalistas. O correspondentes da Globonews, Folha, Uol e de outros veículos foram agredidos.

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