De acordo com investigadores da Polícia Federal (PF), o cumprimento da prisão do bolsonarista Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão, depende agora das autoridades e da polícia mexicana. Até o momento, o caminhoneiro ainda não foi preso.

Zé Trovão foi incluído pela PF na lista de procurados da Interpol após ordem judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Como Zé Trovão está em território estrangeiro, essa ordem internacional de prisão agora precisa ser cumprida pela polícia mexicana. Segundo investigadores, ainda seria necessária uma autorização de um juiz mexicano para validar a ordem de prisão.

Há duas alternativas para a prisão de Zé Trovão. Uma delas é que a polícia mexicana efetue a prisão. Além disso, as autoridades brasileiras ainda deverão solicitar ao governo mexicano a extradição do bolsonarista.

Outra opção é efetuar apenas a abertura do processo de extradição. Assim que for enviado de volta ao Brasil, ele é preso por aqui. Esse processo de extradição, porém, tem diversos trâmites burocráticos e deve levar algum tempo para ser finalizado.

A Polícia Federal possui um delegado em atividade no solo mexicano, na função de adido, que está acompanhando o assunto.

Bolsonaristas tentam reverter ordem de prisão de Zé Trovão

Os deputados Carla Zambelli (PSL-SP) e Major Vitor Hugo (PSL-GO) anunciaram que vão entrar com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão individual do ministro Edson Fachin, que negou derrubar a ordem de prisão do caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, o ‘ Zé Trovão’.

O deputado Major Vitor Hugo, um dos autores do pedido, garante que vão recorrer. “Impetramos o habeas corpus com base em decisões anteriores do STF, quer permitiram a apresentação contra decisões monocráticas, existe precedente bem simbólico.

Em despacho nesta sexta-feira, 11, Fachin disse que um ministro do STF não pode revisar a decisão de colegas do tribunal em habeas corpus e negou o primeiro pedido feito pelos parlamentares. O mandado contra o caminhoneiro foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República, no inquérito aberto para investigar a organização de manifestações violentas no 7 de Setembro.

Ao entrarem com o habeas corpus no STF, os deputados argumentaram que não haveria mais riscos de Zé Trovão cometer novos crimes, considerando que o feriado de 7 de Setembro já passou. Também disseram que a ordem de prisão representa ‘ ameaça de constrangimento ilegal’ e fere o direito à liberdade de expressão.

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