O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o presidente da República, Jair Bolsonaro, acenam a apoiadores no Monumento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo. Situação rendeu processo no Exército mas foi arquivado com sigilo de 100 anos. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro recebeu alta na manhã deste domingo (18) e conversou com jornalistas na saída do Hospital Vila Nova Star, na zona sul de São Paulo. Durante a entrevista, Bolsonaro disse que retorna ao trabalho na Presidência amanhã (19) e se encontrará com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para tratar da covid-19.

O presidente disse que também pretende tratar com Queiroga sobre o uso do medicamento proxalutamida contra a covid-19. Ele informou que vai pedir estudos no país sobre o medicamento.

Além disso, Bolsonaro defendeu o ex-ministro Pazuello. A denúncia diz respeito ao fato de Pazuello ter recebido representantes de uma empresa que pretendia intermediar a venda ao governo de 30 milhões de doses da Coronavac. Para o presidente, o fato de o ex-ministro ter gravado um vídeo com os representantes é indicativo de regularidade da situação.

“Se eu estivesse na Saúde, eu teria apertado a mão daqueles caras todos. O receber (os representantes)… ele não estava sentado à mesa. Geralmente, teria uma fotografia dele sentado à mesa e negociando. E se fosse propina, (Pazuello) não daria entrevista, meu Deus do céu, não faria aquele vídeo. Geralmente quando se fala em propina, é pelado e dentro da piscina”, afirmou Bolsonaro.

O presidente foi internado na manhã do dia 14 no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, com uma crise persistente de soluços e mal-estar. Após exames, Bolsonaro foi diagnosticado com um quadro de obstrução intestinal. No mesmo dia ele foi transferido para São Paulo por decisão do médico Antonio Luiz Macedo, responsável pelas cirurgias no abdômen do presidente, e internado no Hospital Vila Nova Star.

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