Durante a cúpula do G20 em Roma, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse em tom de deboche ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, que vai “passear em Haia” com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se referindo as acusações de crimes contra a humanidade imputados a Jair Bolsonaro pela CPI da Covid.

Em dado momento de um breve diálogo às margens da cúpula do G20, Bolsonaro afirmou que é “o único chefe de Estado do mundo que está sendo investigado, acusado de genocida.”

Dando gargalhadas, Queiroga completou: “Eu também. Vou com ele [Bolsonaro] para Haia. Vamos passear lá.” O ex-capitão completou: “Alguns queriam que eu comprasse 200 milhões de doses em 2020. Não tinha vacina”.

A cidade holandesa citada pelo ministro é sede do Tribunal Penal Internacional, possível destino de denúncias formuladas pela CPI da Covid.

O órgão do Senado recomendou na última terça-feira (26) que o presidente brasileiro seja indiciado por epidemia com resultado morte e crime contra a humanidade, dentre outros crimes.

Em outro vídeo da mesma conversa, Bolsonaro pergunta ao diretor da OMS, aos risos. “Qual é a origem do vírus?”. Ghebreyesus responde: “Ainda estamos estudando”.

A Covid foi identificada pela primeira vez em Wuhan, na China, em dezembro de 2019. Quase dois anos após o início da pandemia de Covid, a comunidade científica ainda se debruça sobre a origem do coronavírus Sars-CoV-2, o causador da doença.

Em maio, Bolsonaro sugeriu, sem apresentar provas, que a China faz guerra biológica com a Covid. “É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou por algum ser humano [que] ingeriu um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra?”, afirmou na ocasião.

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