Se não vierem com solução melhor, prefiro esse “imposto de merda”, diz Guedes sobre nova CPMF

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, (Economia) confirmou nesta sexta-feira (16) que não abandonou a ideia de criar um imposto sobre transações para desonerar a folha de pagamento e tentar incentivar a geração de empregos. Segundo ele, enquanto não houver uma solução melhor, é preferível “esse imposto de merda”. “Estamos subsidiando capital e taxando o trabalho. É inaceitável. Então, enquanto as pessoas não vierem com uma solução melhor, eu prefiro a segunda melhor, que é esse imposto de merda”, afirmou Guedes em live em inglês promovida pela XP Investimentos.

Segundo ele, só está sendo planejado esse imposto para substituir aqueles aplicados sobre os salários que as empresas pagam a empregados. “Você acha que sou um homem de desistir fácil das coisas? De forma alguma”, disse.

 O ministro, porém, nega qualquer semelhança com a antiga CPMF, tributo que era cobrado sobre transações financeiras e que existiu até 2007 para cobrir gastos do governo federal com projetos de saúde. A alíquota máxima foi de 0,38% sobre cada operação. “Não é CPMF de jeito nenhum. É digital”, afirmou. A assessora especial do Ministério da Economia, Vanessa Canado, já disse que o novo imposto sobre transações, que o governo tem tentado desvincular da antiga CPMF, não incidirá somente sobre transações digitais, mas sobre “todas as transações da economia”.

O imposto já foi apresentado a Bolsonaro e a lideranças políticas e, diante da falta de consenso, não foi adiante. Guedes já disse que as próximas partes de sua proposta de reforma tributária estão praticamente prontas e agora dependem do timing político.

No Ministério, as eleições e o calendário apertado até o fim do ano são vistos como fatores que devem postergar um envio ao Congresso para o ano que vem.


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