Senador Arolde de Oliveira morre vítima de complicações de Covid-19

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O senador Arolde de Oliveira (PSD), um dos aliados de Jair Bolsonaro no Rio, morreu na noite desta quarta-feira, vítima de complicações geradas pelo coronavírus. A presidência do Senado foi informada por familiares do parlamentar ontem (21) sobre a noticia.
O político tinha 83 anos e que estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul da cidade, foi o primeiro senador em exercício a morrer de coronavírus.

A internação do senador foi no dia 5 de outubro, conforme confirmou a assessoria de imprensa do político. Até aquela data, porém, não havia informações sobre o estado de saúde dele.
Oliveira tinha 83 anos e foi deputado federal por 9 legislaturas. Sua eleição, numa campanha em dobradinha com Flávio Bolsonaro, veio na esteira da onda bolsonarista. Derrotou dois outros favoritos no páreo: o ex-prefeito do Rio e vereador César Maia e o petista Lindbergh Farias.
Seu primeiro suplente, que deve assumir o mandato, é o advogado Portinho, de 46 anos.

Polêmica

O Senador costumava questionar a gravidade do novo coronavírus. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ele defendia o uso da cloroquina e criticava a prática do isolamento social.

Quando a pandemia chegou ao Brasil, Arolde se manifestou bastante sobre o assunto no Twitter. Em uma das publicações ele falou sobre o uso de hidroxicloroquina, que nunca teve efeito comprovado cientificamente no combate contra a covid-19.

“O tratamento da covid-19 com cloroquina divide a opinião dos especialistas. Fico com a sugestão do uso do medicamento desde o início, como quer o presidente Jair Bolsonaro, além do isolamento social seletivo. Porque? Porque é preciso resolver o hoje pensando no amanhã. Hoje é urgente salvar vidas; amanhã, salvar empregos, renda e empresas. Essas duas ondas, saúde e economia, já estão entrelaçadas e sinalizam para miséria, fome e caos”, declarou Arolde

Arolde estava em seu primeiro mandato no Senado após ser eleito, em 2018, pelo Rio de Janeiro, com 17% dos votos válidos. O mais votado foi Flávio Bolsonaro, filho do presidente.

“Os números do vírus chinês no mundo e no Brasil demonstram a inutilidade do isolamento social. Autoridades, alarmistas por conveniência, destruíram o setor produtivo e criaram milhões de desempregos. O Presidente Jair Bolsonaro, isolado pelo STF, estava certo desde o início”, declarou o senador

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