0 ex-ministro Sergio Moro se reuniu com lideranças do Podemos na manhã do último sábado (25/9), em Curitiba. Eles discutiram o atual cenário político e as perspectivas para as eleições de 2022, mas não houve definição sobre a possível candidatura do ex-juiz em 2022.

Ele indicou que irá tomar uma decisão somente no mês de novembro. Moro afirmou que pretende conversar ainda com outras pessoas para a análise do cenário político antes de definir se sairá candidato —e para qual cargo.

Moro viajou ao Brasil nos últimos dias vindo dos EUA, onde atua como consultor de um escritório de advocacia em Washington.

O encontro aconteceu na casa do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) e contou ainda com a presença dos senadores Álvaro Dias (Podemos-PR) e Flávio Arns (Podemos-PR); da presidente nacional do partido, deputada federal Renata Abreu(SP); e do marqueteiro da legenda, Fernando Vieira.

Ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, tem sido cortejado para se candidatar à Presidência em 2022, mas também é cogitada a possibilidade de disputar uma vaga ao Senado.

A ideia do Podemos é lançar o ex-juiz da Lava Jato como candidato da chamada terceira via para concorrer contra Bolsonaro e contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto.

Moro pediu para só tratar de candidatura depois de novembro deste ano, quando vence seu contrato com a empresa, que tem sede em Nova York, nos Estados Unidos.

Na conversa, Moro contou que está concluindo seu livro sobre corrupção e compliance e sobre sua passagem pelo governo Bolsonaro. O ex-ministro afirmou que pretende lançar a obra em novembro e comentou que passaria por São Paulo, nos próximos dias, para tirar as fotos para o livro.

Além do encontro no sábado, Moro tem mantido conversas telefònicas frequentes com a cúpula do Podemos —inclusive nesta terça (28).

A decisão sobre eventual candidatura de Moro nas eleições de 2022 passa por viabilizar apoios políticos, já que muitos partidos foram afetados pela atuação dele quando era juiz da Lava Jato.

Moro também enfrenta desgaste devido ao julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que confirmou em junho deste ano, por 7 a 4, a decisão da Segunda Turma da corte de declarar a parcialidade dele na condução do processo do tríplex de Guarujá (SP) que levou Lula à prisão por 580 dias.

O ex-juiz pediu demissão do governo federal em abril de 2020, acusando Bolsonaro de tentar interferir na autonomia da Polícia Federal, que mantém apurações envolvendo aliados e filhos do presidente.

Segundo integrantes do Podemos, caso decida não concorrer à Presidência da República, o mais provável é que Moro siga atuando como consultor até o surgimento de um cenário mais favorável a uma candidatura.

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