Trump faz ataques à China em discurso na ONU

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Em discurso pré-gravado para a Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22/9), o presidente dos EUA, Donald Trump, fez da China seu alvo principal, em meio a uma guerra comercial com o país asiático e a uma disputa de narrativas sobre os esforços para conter a pandemia do novo coronavírus.

“Estamos em uma batalha dura contra o inimigo invisível – o vírus chinês -, que tirou um número incontável de vidas em 188 países”, afirmou Trump, sem mencionar o nome real do Sars-CoV-2 e usando uma forma considerada cientificamente preconceituosa e ofensiva aos chineses.

Pedindo que a ONU responsabilize Pequim “por ter soltado essa praga (vírus) no mundo”, Trump afirmou que “nos primórdios da pandemia, a China restringiu os deslocamentos domésticos enquanto permitiu que voos saíssem da China e infectassem o mundo”.

Presidente do país com o maior número de casos e mortes pelo novo coronavírus, Trump afirmou que os EUA “lançaram a mais agressiva mobilização desde a Segunda Guerra Mundial” contra a pandemia. Segundo ele, estão sendo produzidas em massa três tipos de vacina para que, caso sejam aprovadas, possa haver rápida distribuição.

“Vamos distribuir a vacina, vamos derrotar o vírus e vamos acabar com a pandemia e entraremos em uma nova era de prosperidade, cooperação e paz sem precedentes”, declarou.

O outro lado

Na ONU, Xi Jinping critica politização da pandemia e diz não querer ‘guerra fria ou quente’, sem citar EUA, dirigente pede união internacional e nega que China almeje hegemonia mundial

Reuters

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