Vacina é segura e começará a ser produzida este mês, afirma Instituto Butantan

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The governor of the state of São Paulo, João Doria holds a press conference on the beginning of tests with volunteers and health professionals with the Chinese vaccine CORONAVAC in the fight against the new coronavirus (Covid-19), at Hospital das Clínicas this Tuesday, on July 21, 2020 in Sao Paulo, Brazil. This morning, the CORONAVAC vaccine was applied to a Doctor at the HC and the forecast is that the 9,000 volunteers will be vaccinated by September 2020. The Government has announced that the forecast to make the vaccine available to the population should occur in early 2021.. In the photo Governor João Doria presents the new Chinese vaccine CORONAVAC. (Photo: Antonio Molina/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse nesta segunda-feira (19) à GloboNews que a Coronavac é a vacina contra o coronavírus mais segura das que estão em desenvolvimento, e afirmou que a eficácia do imunizante deve ser comprovada até dezembro. A vacina é desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Butantan.

“Nós estamos caminhando aqui no Brasil muito rapidamente nesse estudo clínico. Nós já concluímos aí quase já 12 mil vacinações e as manifestações clínicas adversas são muito leves, não tivemos nenhuma manifestação clinica que tenha exigido uma atenção médica maior. Então é um perfil de segurança muito apropriado.”.

Os resultados dos testes sobre a eficácia da Coronavac devem ser conhecidos, segundo ele, até dezembro.Segundo Dimas Covas, os dados são semelhantes ao apresentado por estudos realizados na China, no qual 94,7% dos mais de 50 mil voluntários que participam de teste não apresentaram efeito adverso.

“As manifestações clínicas adversas são muito leves, não tivemos nenhuma manifestação clínica que tenha exigido uma atenção médica maior. Então, é um perfil de segurança muito apropriado. Nós aguardamos o fim dessa fase de estudos, obviamente que é um estudo clínico que ainda demanda outras fases, principalmente a fase de eficácia, e que nós aguardamos aí até o fim do ano que possa ocorrer a demonstração da eficácia para que a nossa Anvisa possa registrar a nossa vacina”, disse diretor.

O estudo de fase 3 divide os voluntários em dois grupos iguais: metade dos participantes toma a vacina e a outra metade, um placebo.

Os participantes não sabem a qual grupo pertencem. Para que a análise interina da Coronavac seja feita, é necessário que pelo menos 61 casos de Covid-19 ocorram entre os 13 mil voluntários, sejam eles membros do grupo que tomou vacina ou do chamado grupo de controle.

O estudo deve ter ainda uma segunda análise, chamada de análise primária, que é feita quando o número de casos confirmados de Covid-19 entre os 13 mil voluntários chegar a 154 casos.

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