O caminhoneiro Zé Trovão, organizador dos atos que pararam rodovias do país nesta semana, anunciou nesta sexta-feira (10) para o jornalista Roberto Cabrini. O organizador das manifestações afirmou que está desde cedo em reuniões com os caminhoneiros e contou que em duas reuniões ontem com o presidente Jair Bolsonaro, ele teria dito que o ato “surtiu um efeito muito positivo para a democracia.”

Bolsonaro, segundo ele, teria perguntado aos representantes da categoria em Brasília se eles continuariam com os protestos. “Nós dissemos que tudo que estava sendo feito não era pelo presidente, era pelo Brasil, pela liberdade do povo brasileiro.”

Zé Trovão afirmou que Bolsonaro prometeu mudanças no país em duas semanas. “Ele disse que nos próximos 15 dias o Brasil já vai sentir uma grande diferença no andar da nossa nação.”

Zé Trovão disse ainda que está aguardando um habeas corpus para decidir se vai ou não se entregar à Justiça.  De acordo com ele, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) estaria por trás do pedido para que ele não fosse preso pela polícia brasileira. Ele confirmou que está no México.

“Estou aguardando o fim dos inquéritos nos quais estou sendo investigado. Esse habeas corpus vai decidir todos os passos que vou dar daqui em diante.”

Fachin nega habeas corpus

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin negou nesta sexta-feira (10) o pedido de habeas corpus apresentado pelos deputados bolsonaristas Vitor Hugo (PSL-GO) e Carla Zambelli (PSL-SP) em benefício do caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão.

Zé Trovão é um dos líderes das manifestações em favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que orientou caminhoneiros e outros bolsonaristas a “invadirem” Brasília no dia 7 de setembro, com ameaças principalmente ao STF.

Na quinta (9), a Polícia Federal incluiu o nome de Zé Trovão na lista da Interpol, após uma ordem judicial do ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Como o manifestante está em território estrangeiro, a ordem de prisão precisa ser cumprida pelas autoridades mexicanas, e o país precisa extraditá-lo ao Brasil.

Com ordem de prisão expedida, Zé Trovão continua dando instruções para apoiadores de Bolsonaro pelo Brasil, por meio das redes sociais. Um dos principais meios de comunicação é um canal do Telegram com mais de 24 mil seguidores.

 

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