A infecção pelo coronavírus pode apresentar diferentes estágios: leve, moderado e grave, como explicou o pneumologista João Carlos de Jesus.

“O estágio 1(leve) ocorre mais na primeira semana que você tem dor de garganta, perda do olfato e um pouco de dor de cabeça. Já no estágio 2 (moderado), quando o vírus circula mais pelos pulmões e faz isso através a corrente sanguínea, leva a uma inflamação pulmonar mais importante, se manifesta com vários focos de pneumonia e é o período que tem mais tosse, febre e pode vir o desconforto respiratório. E a estágio 3 (grave) é quando essa pneumonia já ficou muito extensa e há dificuldade do oxigênio passar para dentro do sangue devido a intensidade da inflamação na região dos pulmões, é necessário o suporte hospitalar e, muitas vezes, a internação em UTI”, disse. 

No caso dos pacientes internados, alguns medicamentos podem ser aplicados para conter a doença e as suas complicações. “Quando você necessita de um suporte de vida mais avançado, como a internação ou necessidade oxigênio, nós já temos vários estudos, isso já está consolidado, que existem medicamentos que podem fazer diferença nessa etapa. O principal deles é o corticóide. O mais estudado se chama dexametasona. Ele deve ser usado com recomendação médica e de preferência nessa fase. Nesse momento, com a inflamação pulmonar intensa, esse remédio reduz a proliferação das células nas membranas pulmonares e melhora a oxigenação”, afirmou João Carlos de Jesus. 

O especialista ressaltou a importância do acompanhamento médico em todas as etapas da doença e após a recuperação. “Após a infecção pela Covid-19, é fundamental que o paciente, principalmente o que passou pelos estágios 2 e 3, passe por uma avaliação pós-Covid e que faça exames para checar como ficou a estrutura e funcionamento dos pulmões, assim também para o coração e para entender se há algum risco de desenvolver arritmia e se existe a possibilidade de retomar a atividade física com segurança”, pontuou.


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