O médico Rodrigo Esper, responsável pelo estudo da Prevent Senior sobre o uso de hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, disse nesta quinta-feira (11), em depoimento à CPI na Câmara Municipal de São Paulo, que “teria de conversar com a pessoa”, mas que, possivelmente, ainda prescreveria o kit de medicamentos sem eficácia comprovada cientificamente aos pacientes.

Segundo ele, isso aconteceria de forma “of label” e faz parte da “liberdade médica” que defende.

Sobre o estudo realizado a respeito do uso de hidroxicloroquina, Esper declarou que foi algo “apenas observacional”, não tendo sido publicado em nenhuma revista científica.

Durante o depoimento, a médica, que teria assinado o Protocolo Manejo Clínico Covid-19, elaborado pela operadora, disse que todos os pacientes que tomaram medicamentos sem eficácia assinaram “termos de consentimento”, o que vai de encontro às denúncias que foram recebidas pela CPI.

Ao final dos depoimentos, em entrevista à imprensa, os vereadores que compõem a comissão classificaram como “ineficazes” os depoimentos, e lamentarem que “até hoje a empresa adote a mesma postura do início da pandemia”.



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