As principais bolsas internacionais e mercados futuros operam com quedas expressivas nesta sexta-feira (26) após o anúncio de uma nova variante do coronavírus, potencialmente perigosa detectada na África do Sul.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) fará uma reunião nesta sexta para avaliar a nova cepa, que apresenta elevado número de mutações, o que pode resultar em uma versão mais transmissível e, potencialmente, com mais risco de contornar a resposta imune gerada por infecções anteriores ou pela vacinação. A cepa já foi localizada também em Hong Kong e Israel.

A Bolsa de Paris abriu com queda de 4,02%, a de Londres recuava 2,93% e Frankfurt mais de 3%. Em Londres, o preço do barril de petróleo WTI operava em queda de 5%.

As ações das companhias aéreas lideram nesta sexta-feira (26) a queda generalizada nos mercados depois da suspensão pela União Europeia de voos da África do Sul por causa de receios com a nova variante do coronavírus.

Segundo a avaliação do banco Credit Suisse, a preocupação do mercado com a nova variante do coronavírus parece compreensível, dado seu forte potencial de contaminação.  De acordo com o banco, as leituras de hospitalização e mortes ainda são pouco conclusivas, mas lembra que a vacinação na África do Sul (origem da variante) são muito baixas e que o país não teve uma forte onda da variante Delta.

Na Europa, os investidores também estão atentos à piora no quadro de saúde em partes da região, inclusive na Alemanha. No início da manhã, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 2,78%.

No Brasil, o dólar começou o dia em forte alta, mas diminuiu o ritmo. A moeda americana chegou a ser cotada a R$ 5,6629, com alta de 1,76%, na abertura das negociações, mas baixou para R$ 5,6071, com valorização de 0,71% às 10 horas. 

Nova variante da África do Sul

Há a expectativa de que, nesta sexta-feira (26), a Organização Mundial da Saúde (OMS) batize com um codinome grego uma nova variante do coronavírus que foi registrada pela primeira vez na África do Sul e já é considerada aquela com o maior número de mutações.

Ainda é cedo para dizer o quão transmissível ou perigosa é a variante B.1.1.529. Isto porque ela ainda está restrita a uma província sul-africana. Porém estudos mostram que a variante carrega uma “constelação incomum de mutações” e é “muito diferente” de outros tipos que já circularam.

“Esta variante nos surpreendeu, ela deu um grande salto na evolução [e traz] muitas mais mutações” disse o professor Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Resposta Epidêmica e Inovação, na África do Sul.

Muitas mutações não significam automaticamente algo ruim. O importante é saber o que elas provocam, porém,  ainda há perguntas importantes a serem respondidas sobre essas alterações genéticas.

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