O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares anunciou que deixou de fabricar medicamentos usados para o diagnóstico e o tratamento de câncer por falta de dinheiro. 

O Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) produz 85% do que o Brasil usa dessas substâncias.

O órgão é vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia e responsável por grande parte do fornecimento de medicamentos de radiofármacos utilizados no país.

O médico e primeiro secretário da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear afirma que a autarquia vem sofrendo com a redução no orçamento há anos.

Segundo Gustavo do Vale Gomes, a alta do dólar também impactou por causa da necessidade de importação dos materiais.

Os materiais fabricados pelo Ipen são usados em tratamentos oncológicos, além de exames de imagens, como radiografias, tomografia e ressonância magnética.

Luis Antonio Genova, pesquisador do instituto e também diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de São Paulo, explica que a falta de recursos já era um problema anunciado.

Há menos de um mês, o governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei para liberar crédito suplementar ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações, ao qual o Ipen está subordinado. O texto ainda não foi votado. 

Quando o Ipen receber mais recursos, não será de um dia para o outro que terá de volta os insumos importados e retomará a produção. 

“Para importar não é um produto de prateleira. Tem que ter todo um planejamento, porque o outro país vai irradiar nos seus reatores nucleares. Então tem toda uma programação. Você não consegue reverter a situação de uma hora para outra. Durante esta semana, por exemplo, não produz mais nada”, afirma Luis Antonio. 

A produção parada já está obrigando hospitais e clínicas a suspender exames e sessões de tratamento.


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