Depois de o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), negar, nesta segunda-feira (11), um pedido para obrigar o Senado a marcar a sabatina de André Mendonça, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse a aliados que pretende segurar a análise do nome do ex-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União) até 2023.

Na prática, Alcolumbre trabalha para que a indicação de Mendonça perca validade e a cadeira na corte seja ocupada por indicado no próximo mandato presidencial.

Alcolumbre disse a aliados que a decisão do ministro Ricardo Lewandowski garantiu a segurança necessária para a votação ser realizada somente quando ele conseguir maioria para derrotar o nome escolhido por Bolsonaro.

Mendonça foi indicado há três meses pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello.

André Mendonça, por sua vez, relatou a aliados que o Palácio do Planalto prometeu aumentar a pressão sobre Alcolumbre.

Nesse cenário, os evangélicos devem continuar com estratégia de desgaste do senador em seu estado e com as ameaças de não apoiá-lo na tentativa de reeleição para o Senado no ano que vem.

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