Um menina de seis meses de idade morreu após passar mal em uma creche irregular no Setor Residencial Leste, em Planaltina, no Distrito Federal. 

Uma das proprietárias da creche, Marina Pereira da Costa, 22 anos, que também atuava como cuidadora no local, foi presa na noite desta quinta (21) e deve responder por homicídio por omissão imprópria.

A criança chegou a ser levada ao Hospital Regional de Planaltina, mas já estava sem vida. A equipe da unidade de saúde fez manobras de ressuscitação por cerca de 20 minutos e intubou a criança, sem sucesso. 

Aos pais, funcionárias da creche disseram à família que a criança se engasgou. No entanto, as investigações apontaram que a menina chorava muito e que a investigada se irritou, entrou no quarto onde a bebê estava, e a colocou em um saco, para que ficasse imobilizada.

As monitoras teriam dito a ele que a causa da morte seria por engasgo — versão descartada por uma médica do HRPL.

Amariah chegou morta ao hospital. O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML), que deve ajudar a polícia a elucidar a causa da morte, tem previsão de sair em 10 dias. Se comprovada a responsabilidade, Marina pode responder por homicídio com dolo eventual: “Ela se omitiu nos cuidados da bebê e também assumiu o risco da morte”, afirmou o delegado do caso.

A creche mantinha as atividades ilegalmente havia cerca de três anos e não tinha licença para funcionar, segundo a Secretaria de Educação. O estabelecimento recebia crianças de 4 meses a 12 anos, em meio período e turmas em tempo integral. O valor das mensalidades variava de R$ 200 a R$ 300. Marina Pereira ficava responsável pelo cuidado com os bebês de 4 a 12 meses e até “sentia ciúmes” de outras funcionárias. “Ela trancava a porta e escondia as chaves dentro da blusa para ninguém entrar”, detalhou o delegado.

No dia do crime, por volta de 12h, Amariah começou a chorar e Marina teria entrado no quarto nervosa, segundo relatos das outras funcionárias à polícia. “Após segundos, o choro da bebê ficou abafado e nada se ouviu”, disse uma das monitoras. 

Marina havia, inclusive, costurado um saco de dormir exclusivo para Amariah, que cobria até os braços da menina, de modo que, se ficasse de bruços, a bebê não conseguiria sair. 

Segundo o delegado Veluziano de Castro, da 31ª Delegacia de Polícia, enquanto esteve no quarto, a mulher colocou a menina no saco, para que desse menos trabalho. Para ele, não há dúvidas de que a morte da criança foi causada pelo comportamento da proprietária.

O delegado informou que acionou o Conselho Tutelar para apurar se há indícios de maus-tratos contra as outras crianças da creche.

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