Foto: Divulgação/CCS

Com um Programa Nacional de Imunização que é referência internacional e uma tradição de vacinação já consolidada na população, o Brasil atingiu a marca de 100 milhões de pessoas totalmente vacinadas contra a covid-19 nesta quarta-feira, 13, o que representa 47,11% da população.

De acordo com o Localiza SUS, mais de 149 milhões de pessoas, cerca de 70% dos brasileiros, já receberam ao menos uma dose, sendo que 42,3% das vacinas aplicadas são da AstraZeneca e 31,5% da CoronaVac. Os imunizantes da Pfizer e da Janssen correspondem a 24,2% e 1,9% das aplicações, respectivamente.

O avanço da vacinação já se reflete nos números de controle da pandemia. Neste mês, o país ultrapassou 600 mil mortes causadas pela Covid-19. Desse total, 400 mil ocorreram apenas no primeiro semestre deste ano, quando a cobertura vacinal estava em torno de 11%. Depois que a campanha de imunização engrenou, a partir de junho, quando a contagem atingiu 500 mil óbitos, os últimos 100 mil ocorreram em um período de quatro meses.

O início da vacinação foi lento no País, com cerca de 300 mil vacinas aplicadas por dia nos primeiros dois meses. A campanha ganhou força em junho e, desde então, são vacinados entre 1,5 milhão e dois milhões de brasileiros diariamente. Em setembro, o Brasil entrou em uma fase diferente da campanha de vacinação e passou a aplicar majoritariamente a segunda dose.

Hoje, o Brasil já supera a Alemanha e os Estados Unidos no número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose. Esses países têm uma disponibilidade muito maior de vacinas e iniciaram a campanha primeiro, em dezembro do ano passado.

A taxa de transmissão do coronavírus no Brasil também caiu, e é a menor desde abril de 2020, mostra um levantamento do Imperial College de Londres.

O imunologista Gustavo Cabral, que lidera o desenvolvimento de vacinas contra a covid-19 e outras doenças na Universidade de São Paulo (USP), credita as altas taxas de vacinação à vontade do brasileiro de tomar a vacina e à existência de um Programa Nacional de Imunização forte e bem estruturado. 

“Nosso PNI é uma referência internacional e funciona independentemente de quem está no poder. Daria muito trabalho fazer as coisas darem errado. Nós somos feras em vacinação”, diz.

Os Estados Unidos, um dos primeiros países a oferecer o imunizante em larga escala a toda a população, enfrentam dificuldades para ampliar a taxa de vacinados. Apesar de a vacina estar disponível para toda a população acima de 12 anos, apenas 64,6% dos americanos aceitaram receber o imunizante. 

No Brasil, por outro lado, mais de 95% da população quer se vacinar”, diz o imunologista.

A dose de reforço para idosos, pessoas imunodeprimidas, aquelas que apresentam alguma deficiência no sistema imunológico, e profissionais da saúde começou a ser aplicada em setembro.

No entanto, o Ministério da Saúde alerta que, na contramão dos números positivos, mais de 17 milhões de pessoas não voltaram na data marcada para receber a segunda dose da vacina.

“A Pasta reforça a importância da segunda dose para garantir a máxima proteção dos brasileiros, principalmente, contra as novas variantes. A orientação é completar o esquema vacinal da Covid-19 para que o caráter pandêmico da doença seja superado no país”, disse o ministério por meio de nota.

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