O depoente Tadeu Frederico contou sua experiência de contaminação pelo coronavírus e posterior internação em um dos hospitais da Prevent Senior.

Segundo ele, após passar por uma teleconsulta “de menos de dez minutos” e relatar febre e dor no corpo, ele recebeu um kit com hidroxicloroquina e ivermectina em sua casa.

No entanto, ele teve piora nos sintomas e foi até um pronto socorro. Lá, obteve o teste positivo para a Covid-19 e teve confirmada uma “pneumonia bacteriana já avançada”.

O advogado disse à CPI nesta quinta-feira (7) que médicos da operadora de plano de saúde usaram o prontuário de outra paciente para tentar convencer a família dele a tirá-lo da UTI e enviá-lo aos cuidados paliativos.

Na época, Tadeu estava intubado. Segundo o relato dele, os médicos da Prevent alegavam que ele não tinha mais cura. Ele relatou que uma médica da Prevent disse a suas filhas que, nos cuidados paliativos, “teria maior dignidade e conforto, e meu óbito ocorreria em poucos dias”. Os equipamentos da UTI que o mantinham vivo seriam desligados.

Tadeu disse que a família ameaçou entrar na Justiça e recorrer à imprensa para que a Prevent o mantivesse na UTI. Neste momento, ele se emocionou e ficou com a voz embargada. Afirmou que, se não fosse essa atitude da família, ele não estaria vivo.

Após se recuperar da doença, o paciente decidiu denunciar a operadora de saúde à CPI e ao Ministério Público de São Paulo (MPSP).

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