O Ministério de Minas e Energia (MME) reuniu-se recentemente com representantes da Fundação Cacique Cobra Coral para tratar da questão da crise hídrica que secou reservatórios de hidrelétricas do país neste ano.

A pasta confirmou a reunião com representantes da entidade esotérica, a quem são atribuídos poderes de intervenção no clima, em comunicado divulgado à imprensa, respondendo a reportagens publicadas sobre o encontro.

O assunto do encontro seria “tratar da tragédia econômica x energética… e os meios para recuperar tais precipitações irregulares no lugar certo ainda na estação inverno que se finda e primavera”, segundo a mensagem de Osmar Santos reproduzida pelo comunicado do ministério.

“Durante a audiência, o senhor Osmar (diretor de relações governamentais da Fundação Cacique Cobra Coral) relatou aos técnicos do MME que faz serviços de previsões dos mais variados tipos”, afirmou a pasta.

Osmar Santos é uma personalidade que sempre aparece entre políticos.

O encontro desagradou representantes do empresariado que vêm, há meses, tentando convencer o governo de que haveria benefício econômico em retomar o horário de verão para resolver o problema energético agravado pela falta de chuva.

Fabio Aguayo, diretor da CNTur, uma das associações de turismo que defende a volta do horário de verão diz que mudança no relógio para alongar o tempo de atendimento no comércio e nas atividades de lazer.

O grupo pró-horário de verão iniciado por Fábio, que tem apoio de associações de bares e restaurantes, argumenta que a medida promoveria alguma economia de energia e também permitiria estender o funcionamento de atividades ligadas ao lazer e ajudaria os negócios mais afetados na pandemia.

Fábio diz que o encontro do ministério com a Cobra Coral mostra que o governo está preocupado, mas não pode contar com a sorte e esperar um dilúvio para resolver a questão energética.

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