Nas vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mais uma polêmica envolvendo a formulação da prova ronda o Ministério da Educação e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O desejo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de deixar o Enem com “a cara do governo” incluiu um pedido, feito ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, para que houvesse questões que tratassem o Golpe Militar de 1964 como uma revolução.

Há poucos dias da realização da primeira etapa do maior e principal exame brasileiro, o governo tem se envolvido em denúncias que apontam possíveis interferências no conteúdo da prova. O presidente e sua base também estão sendo denunciados por assédio moral contra servidores. 

O desejo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de deixar o Enem com “a cara do governo” incluiu um pedido, feito ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, para que houvesse questões que tratassem o Golpe Militar de 1964 como uma revolução.

Às vésperas do exame, o governo passa por uma crise que envolve denúncias de interferência em conteúdo e assédio moral de servidores. Cerca de 30 servidores do órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pediram exoneração e dispensa coletiva acusando Danilo Dupas, presidente da instituição por eles de assédio moral e incompetência.

Após denúncias de interferência na prova por parte dos servidores, ele disse nesta semana que o exame começava a ficar com a “cara do governo” e voltou a criticar a prova. Na visão do presidente, capitão reformado do exército brasileiro, o golpe militar de 1964 foi, na verdade, uma revolução. O termo vai na contramão das linhas de pesquisa historiográficas brasileiras e não condiz, inclusive, com o abordado pelos livros didáticos nas escolas – usados como base para os estudos dos candidatos.

No último Enem, por exemplo, o presidente criticou uma questão que falava da diferença salarial entre os jogadores Neymar e Marta. Para ele, o tema seria ideológico.

Por causa da pressão por uma prova com a “cara do governo”, servidores envolvidos com o Enem classificam o clima atual como desesperador: há temor com relação a possíveis perseguições e punições caso o exame desagrade Bolsonaro.

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