O ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Alberto dos Santos Cruz, participa da comissão parlamentar mista de inquérito que investiga as fake news (CPMI das Fake News)

O general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz, que foi ministro da Secretaria de Governo no começo do mandato de Jair Bolsonaro e um dos primeiros expurgados da gestão do atual presidente, está articulando apoio à candidatura do ex-juiz Sérgio Moro com militares de alta patente que não estão mais “fechados” com o chefe do Executivo federal.

Santos Cruz, hoje crítico do governo do qual fez parte e ajudou a eleger, o militar disse que Bolsonaro se aproveitou do antipetismo e do discurso de combate à corrupção para trair os eleitores.

Durante o evento de lançamento oficial do nome de Moro para a corrida presidencial do próximo ano, quando o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Bolsonaro assinou sua ficha de filiação ao Podemos, oficiais generais da reserva estiveram presentes, sempre ciceroneados por Santos Cruz, que se empenha firmemente na tarefa de construir viabilidade às pretensões políticas do ex-magistrado.

“Despreparado e irresponsável, traiu as expectativas, traiu os eleitores e traiu o que disse na campanha. É o símbolo da traição pessoal e institucional. Traiu o Brasil da mesma forma que, no dia 8 de setembro, traiu aqueles que acreditaram na fanfarronice alardeada no dia 7. Mais um descarado embuste político”, disse o general sua coluna no site My News.

Santos Cruz disse ainda que Bolsonaro não é um “conservador-patriota-de direita”, pois, segundo ele, patriota é “quem une o país e promove o respeito e o aperfeiçoamento das instituições e não um representante da escória política cujo linguajar é chulo e inaceitável”.

“Populista não é de direita nem de esquerda. É simplesmente populista. Assim como Lula destruiu a esquerda, Bolsonaro está destruindo a direita.”

General Santos Cruz

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