A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrou a Operação Captis, cumprindo mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Distrito Federal e no Estado de São Paulo, no início de setembro, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DECOR). De acordo com a polícia, a organização criminosa praticava crimes de estelionato e lavagem de dinheiro, aplicando o chamado golpe do motoboy. O grupo atuava em território nacional.

Com a deflagração da operação, foram sequestrados cerca de 80 veículos de luxo, de marcas como Porsche, Mercedes-Benz e BMW, e imóveis dos investigados. Durante as buscas, também foram apreendidos R$ 580 mil em espécie, artigos de luxo e objetos destinados à prova das práticas criminosas, como cartões bancários e chips de aparelhos de telefonia móvel.

Entenda o golpe

Com idosos como alvos principais, o chamado golpe do motoboy, consiste em enviar um suposto funcionário do banco para buscar cartões das vítimas para averiguação, está crescendo em diferentes regiões do País. Só neste mês, foram deflagradas ações que prenderam integrantes de quadrilhas especializadas no golpe em São Paulo e Distrito Federal. A sofisticação é tamanha que criminosos usam até mesmo softwares para simular músicas de espera de bancos e som ambiente de call center, além de conseguirem reter a linha telefônica das vítimas.

As vítimas recebem uma ligação telefônica, do outro lado da linha, uma pessoa se apresenta como funcionário do setor antifraude de seu banco dizendo que, devido a uma suposta clonagem de seu cartão precisam de dados da vítima.

Para solucionar o problema, a orientação dada pelos golpistas é entrar em contato com a central de atendimento do banco, pelo número que fica no verso do cartão, e solicitar o bloqueio da conta. Quando a vítima tenta telefonar, recebe uma nova ligação dizendo que mais dinheiro está sendo sacado e que precisam agir rápido.

Falando com um suposto funcionário, é solicitado a vítima para digitar a senha do banco no teclado e entregar o cartão do banco a um motoboy. A justificativa dos golpistas é que o cartão será levado para perícia em uma delegacia.

Dados reunidos pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) indicam que nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, houve aumento de 340% no volume de ocorrências do “golpe da falsa central telefônica e do falso funcionário”. A comparação se dá em relação aos mesmos meses do ano passado, quando o isolamento social não havia sido adotado. Ainda segundo a Febraban, cerca de 70% das fraudes mapeadas neste ano estão vinculadas à engenharia social.

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