A Polícia Civil do Rio informou que o chefe do tráfico da comunidade Castelar, em Belford Roxo, pediu autorização para matar os meninos para o chefe da facção, mas não disse que se tratava de crianças.

As investigações mostraram que, depois da morte dos meninos, Willer da Silva, o Estala, foi executado no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, como queima de arquivo.

“Os traficantes do Castelar mataram essas crianças autorizados pela cúpula da facção criminosa. O que a gente tem é que, quando pediu autorização para as chefias que estavam presas, do tráfico, para punir aquelas crianças, não foi falado que eram crianças”, explicou o secretário de Polícia Civil, Allan Turnowski.

Uma gaiola com um passarinho. Esse é o motivo apontado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense como a causa da morte dos meninos Lucas Matheus da Silva, 8 anos, Alexandre da Silva, 10 anos, e Fernando Henrique Ribeiro, de 12 anos.

Segundo testemunhas ouvidas pelos investigadores, as crianças teriam se desentendido com o chefe do tráfico da comunidade Castelar, em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, após pegarem um pássaro que pertencia ao criminoso.

 Nove meses depois das buscas começarem, a Polícia Civil afirma que as crianças morreram a mando do traficante. Os corpos seguem desaparecidos.

Os primos Lucas e Alexandre da Silva, de 8 e 10 anos, desapareceram na tarde do dia 27 de dezembro de 2020, na companhia do amigo, Fernando Henrique Ribeiro, de 12 anos.

O trio havia se encontrado para jogar bola, mas decidiu ir até à Feira da Areia Branca –num trajeto feito, tradicionalmente, na companhia do pai e do padrasto, para comprar ração para passarinho.

Essa versão foi contada pelos colegas que os viram antes de eles sumirem. “O Xande ama bicho. Quando tem bicho em casa, trata que nem neném”, contou a avó de Lucas e Alexandre, Silvia Reginaldo Silva, que já abrigou vários animais resgatados pelo neto.

A informação sobre a ida deles à feira popular foi a última que as famílias tiveram.

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